terça-feira, 2 de novembro de 2010

Simplicidade

Eu canto porque gosto tanto
(O instante existe?)
E a minha vida está aberta
Eu sou alegre e sou triste
Não sou poeta

Irmã das coisas vividas
Sinto gozo, paz e tormento
Atravesso noites e dias
No tempo

E desejo tanto o frescor do vento
Não sei se fico ou se passo
Não sei de nada
Sei que nada sei

E quero o tato da alma
E a explosão do vulcão
E quero a chuva calma
Quero outono, inverno
Primavera e verão

Quero o canto
Das sereias e dos anjos
Quero o encanto
Das princesas e dos arcanjos
Quero a vida a plenos pulmões
Não um mundo de contemplações

Me entregar
Me envolver
Me molhar
E nunca me calar!
Eu quero cantar
Com liberdade infinita
Com paixão pela vida
Com asas pra ir além
Porque não sou poeta
Me deixa! - que eu não sou ninguém.

Letícia Miranda

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