terça-feira, 2 de novembro de 2010

COM A LÍNGUA ENFIADA NISSO

Na cantina da Bruna, pedi um café. Estava quente, muito quente e eu queimei a língua. Logo fui advertido pela colega com quem havia marcado um compromisso após a aula de que um terço, pelo menos, de minhas potencialidades se perdera ali. Afinal, a língua é de extrema importância nessas ocasiões. E ela estava certa. Ainda que tenhamos chegado ao ápice de nosso intento, faltou algo. Faltou aquilo que só com o correto uso da língua eu lhe poderia proporcionar. Mas, com a língua ferida, não consegui. Não consegui mostrar a ela como são os fonemas alveolares ou os alveopalatais. Marcamos, então, novo encontro para estudar fonética.

Dejair de Azevedo Fernandes
Rio de Janeiro, junho de 2008.

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