Será que sabem que estou aqui? De certo que não,
Alguns me olham, mas sequer me vêem. Os olhos,
São os mesmos que os meus?! Parece que não,
Pois estão todos ali tão quietos em suas fomes e
Tão ilusórios em suas presenças que, se morro agora,
É certo que apenas perguntariam:
“Onde está a comida?”
É certo que parece funesto tal pensamento, mas
Poderia pensar o contrário quando sirvo animais aos invés de homens??
Podem achar incorreto embutilos em tal definição, mas
Não são os animais que em sua sede de fome sequer olham sua presa?!
E não é certo que estes aqui sentados à mesa sequer me olham?! Enquanto ponho a mesa.
Errado seria de minha parte se, enquanto ponho a mesa,
Lhes service comida morta, ainda sangrando, e, ao invés de mesa,
Simplesmente jogasse a comida para que saíssem correndo
Ao alcance da presa.
Mas, seria mesmo tão errado?!
Penso, agora pondo a mesa.
Agora, de certo notarão minha presença,
Em meio a murmúrios, devaneios, algumas risadas desconexas
Observo estes pequenos animais esperando a presa.
Por que me notam??
Mas é certo que me notarão!
Agora me junto aos animais e
Sento-me à mesa.
Lília Durán
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