sexta-feira, 5 de novembro de 2010

SEM TÍTULO

O minúsculo orifício
da sua orelha
atiça-me tanto quanto
seus olhos de amêndoa.

Cada poro, cada pêlo,
toda célula morta.
Qualquer parte de você
idolatro, tal qual
a beleza perfeita
do mais puro
mármore esculpido.

Cada sim, cada não.
toda articulação.
Qualquer esgar, sorrir,
futuros espasmos,
lágrimas e suores.
Mínimos cederes,
repetidas recusas.

Para sempre.
Nunca.
Mesmo que só em parte.
TODA.

Laura Guerra

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