sexta-feira, 5 de novembro de 2010

SENTIMENTO VETUSTO

Não há dor na tentativa de extrair água de pedra com as próprias mãos
Não há dor entre o choque de um soco e a ponta da faca
Há dor, no momento que beija outro.
Os olhos sangram,
O coração chora, mas resisto e sigo.
Para onde?
Não sei --- mas vou!
A melhor frase para se dizer é feita de palavras cheia de substantivos, artigos, adjetivos e preposições, mas com apenas um pronome.
“Nós ...” é frase sentimental, é o sentimento do sentir o sentido, sentindo o verdadeiro sentir.
A fragrância do medo no provar, está no querer mais, no tudo haver e na confusa querência de não dever, mas querer mais.
A sinopse dos amásios é vetusta, não causa entrave aos pronomes ocultos com sazonamento sempiterno aos olhos dos que praticam.
Há jactância em qualquer abalançamento
Há jactância em nossos olhares - olhares que parecem redundar quando se encontram – e redundam.
Queria esquecer os costumes dos gestos, mas como posso se ainda não esqueci você.
Queria esquecer seu bailar de sensualidade abalizada,
Queria não ficar teso ao te desejar,
Queria não ter conhecido momentos tão efêmeros
Realidade ou utopia?
Vergonha ou ufania?
Por entre as frestas da janela o dia alvorece.
Os pensamentos se transformam,
A noite se foi,
O zéfiro tem cheiro de chuva,
As veleidades e a ventura no destino não tem epílogo nem ermo?
Sempre buscam unificamento.
Quem vive desse jeito?
EU, TU ou NÓS?
Qual pronome?
“Nesta vida ainda procuro pela pessoa certa, mas enquanto não encontro, vivo intensamente com as erradas”
Teremos o mesmo epílogo?
... .
Marcelo Zaly

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