quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

A BELA CACHAÇA


A BELA CACHAÇA

por

Karen Canto

 

Tarde de domingo! O clássico mais esperado do futebol carioca. Flamengo e Fluminense disputam o título de campeão brasileiro. O grupo de amigos se reúne na porta do estádio.  Os seis rapazes se dividem na torcida pela vitória do time de coração.

Dois a um é o placar da partida. O Fluminense é o grande campeão nacional.
Os torcedores vão para o bar do Hamilton no bairro onde morram.  São muitas as canecas de chope vazias sobre a mesa.
Fabinho que chegou ao bar triste e cabisbaixo pela derrota do rubro negro, agora depois dos vários goles, é o mais animado da mesa. A agitação do rapaz, provocada pelo álcool, logo desperta o interesse de Adriana. Ela é a jovem menos atraente de um grupo de amigas tricolores que ali comemoram a conquista do campeonato.
Para Fabinho, totalmente embriagado, aquela é a mulher mais bela do lugar. Os amigos não entendem a paquera entre Fabinho e Adriana. Logo ele, o maior conquistador das noites. Sempre ganhava as mulheres mais cobiçadas das baladas que frequentava.
O jovem casal dança ao som do grupo de pagode que anima o bar.  Os corpos cada vez mais colados. Os beijos ainda mais ardentes. Em pouco tempo, se despedem dos amigos e vão terminar a noite num motel perto dali.
Ao amanhecer, Adriana está feliz e realizada com a noite de intenso prazer. Ela acredita ter encontrado o grande amor.
Com forte dor de cabeça e ainda fora do estado normal, Fabinho desperta... Em poucos minutos percebe que aquela não é a mulher com quem gostaria de ter estado.
Assim começa a segunda-feira... O choque de realidade após as ilusões provocadas pela embriaguez. O problema não é só dispensar Adriana... Aguentar a gozação dos amigos é que não será nada fácil.

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