A BELA CACHAÇA
por
Karen Canto
Tarde de domingo! O clássico mais esperado do
futebol carioca. Flamengo e Fluminense disputam o título de campeão brasileiro.
O grupo de amigos se reúne na porta do estádio.
Os seis rapazes se dividem na torcida pela vitória do time de coração.
Dois a um é o placar da partida. O Fluminense é o
grande campeão nacional.
Os torcedores vão para o bar do Hamilton no bairro
onde morram. São muitas as canecas de
chope vazias sobre a mesa.
Fabinho que chegou ao bar triste e cabisbaixo pela
derrota do rubro negro, agora depois dos vários goles, é o mais animado da
mesa. A agitação do rapaz, provocada pelo álcool, logo desperta o interesse de
Adriana. Ela é a jovem menos atraente de um grupo de amigas tricolores que ali
comemoram a conquista do campeonato.
Para Fabinho, totalmente embriagado, aquela é a
mulher mais bela do lugar. Os amigos não entendem a paquera entre Fabinho e
Adriana. Logo ele, o maior conquistador das noites. Sempre ganhava as mulheres
mais cobiçadas das baladas que frequentava.
O jovem casal dança ao som do grupo de pagode que
anima o bar. Os corpos cada vez mais
colados. Os beijos ainda mais ardentes. Em pouco tempo, se despedem dos amigos
e vão terminar a noite num motel perto dali.
Ao amanhecer, Adriana está feliz e realizada com a
noite de intenso prazer. Ela acredita ter encontrado o grande amor.
Com forte dor de cabeça e ainda fora do estado
normal, Fabinho desperta... Em poucos minutos percebe que aquela não é a mulher
com quem gostaria de ter estado.
Assim começa a segunda-feira... O choque de
realidade após as ilusões provocadas pela embriaguez. O problema não é só
dispensar Adriana... Aguentar a gozação dos amigos é que não será nada fácil.
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