O DESEJO
Toda semana era obrigada a assistir àquela aula. O problema não estava na aula, mas no professor que exercia sobre mim um fascínio louco. A relação aluna-professor é algo que sempre mexeu com a minha libido.
A cada aula, eu ficava mais atraída por aquele homem. Educador, um ser que se divide em dois. Afinal professor é meio ator, uma parte é ele mesmo, mas a outra é uma incógnita. O que ele pensa, o que ele deseja ou o que realmente sente, não há como saber.
Com o passar dos meses, o desejo por ele só aumentou, meu corpo já não me respeitava.. Saia de todas as aulas molhada e com um tesão incontrolável. Por isso resolvi deixar que ele percebesse meu interesse, não de forma direta, afinal sou tímida. Não sei se fiz o certo, mas aquela masturbação mental não poderia continuar.
Comecei a ir às aulas com roupas provocantes. Quando ia com decotes aproveitava para passar os dedos em meu colo enquanto mordia a caneta de forma sensual. Quando ia de saia curta cruzava as pernas de forma a provocá-lo. Passava a aula olhando pra ele, não um olhar de aluna, mas o olhar de uma fêmea com fome. Queria aquele homem, precisava senti-lo.
Eu me perguntava todas as noites como aquele homem, inteligente, todo cheio de si poderia ter um olhar tão suave e encantador. Ele era a contradição em pessoa. E pensar nisso só servia para me deixar mais excitada e confusa.
E agora? O que devo fazer? Acho que já passei dos limites, impossível que ele não tenha percebido... Devo desistir? Devo ousar mais? Já sei, preciso falar com ele.
Comecei dizendo um simples: - Oi, tudo bem?
E percebi que a simples menção de falar com ele exercia em mim um poder maior, o poder de calar minha mente, emudecer minhas palavras. Não conseguia dizer nada alem disso. Travava. E agora? Como faço?
Mais alguns meses se passaram, e eu apenas sonhando, imaginando como seria possuir aquele homem. Me sentia cada dia com mais fome, mas tesão, mais vontade e não sabia como solucionar isso. Fazer sexo com meu marido já não me bastava mais. Precisava imaginar que era ele a me tocar. Minhas fantasias sempre o incluíam. Eu já não era mais eu, era o desejo em pessoa, era um vulcão em erupção.
Esqueci de mencionar, sou casada e amo meu marido. Mas amor nada tem haver com sexo e tesão. E o que sinto por esse professor é o mais profundo desejo de possuí-lo. Ah, antes que me esqueça, ele também é casado.
Resolvi continuar apenas imaginando. Na última aula,enquanto ele falava, me desliguei do que estava a minha volta. Ouvindo o som de sua voz fui indo cada vez mais profundo em meus pensamentos e quando percebi já estava pertinho dele, dizendo em seu ouvido:
-Professor, quero transar com você!
E, nesse momento, comecei a beijá-lo, primeiro passei minha língua por sua orelha aproveitando para avisá-lo que seria devorado por inteiro. Depois lambi sua nuca com toda delicadeza ao mesmo tempo em que o puxava para mais perto de meu corpo. Corpos colados, senti seu membro tenro, o que me deixou mais alucinada, afinal esperava por isso há meses.
O empurrei com vontade sobre a mesa, me ajoelhei abrindo sua calça e comecei a lamber lentamente. Não esqueci nenhum centímetro, me deliciei por muito tempo lambendo e chupando o meu objeto de desejo. Como queria esse homem, como eu estava molhada de tesão. Levantei e retirei minha calcinha, entreguei a ele dizendo quase que em sussurro:
- Um presentinho para se lembrar desse momento.
Seu olhar de surpresa e sua respiração ofegante era o melhor troféu que eu poderia almejar. Antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, subi em seu pau e cavalguei. Como era bom realizar meu desejo. A sensação de vitória me fazia mexer com mais força e vontade.
Ele me vendo em êxtase virou-me de quatro e me penetrou com vontade, realizando o que faltava para me completar. Me devorou, segurava em minha cintura com uma das mãos e com a outra meus cabelos. Me xingava baixinho - gemia, dizia que eu era louca, e gemia... Ah como era bom ouvir aqueles gemidos. Era a certeza de que estávamos em sintonia, de que éramos desejo e prazer! Nossos gemidos se misturavam, éramos um só... E eu Gemia feito louca! Nesse momento, sinto uma mão tocando em meu ombro e percebo que a aula acabou. Mas não tem problema, na próxima aula tem mais! E eu me sentia a puta, a vadia, a gazela a mulher satisfeita.
Kelly Sampaio Vianna da Conceição
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