CARGA EMOCIONAL
Pautar, pesquisar, apurar.
Perseguir, envolver, separar emoções.
Ora me entrego, ora sou pego desprevenido.
O coração acelera diante do que os olhos presenciam.
As pernas me levam a correr.
Mantenho me focado, solicito um ajuste da câmera que eterniza o fato.
Relembro os ensinamentos universitários e dos mestres.
Vivo a realidade fora das salas – Me restituo.
A cena varia: ora é alegre, ora triste.
Ora facilita a reportagem, ora destaca a bondade – ora aflige.
Tragédias, vitórias, conquistas, fenômenos da natureza, lugares que me exige.
Culturas novas em velhos continentes
Culturas velhas de civilizações populares para nossa gente.
Registro, decupo, escrevo as primeiras linhas do texto.
Produzo tudo com o máximo de oito linhas para re afirmar os ensinamentos.
O lide reduzido traz harmonia e as linhas balbuciam o cenário para contentamento.
A passagem foi um problema no início.
Os títulos nascem das emoções existentes em cada apuração.
A ética extingue os medíocres – o canalhocrata vil que desfigura a profissão tem sorte.
O Ethos é o alicerce do meu ser – quiçá da humanidade!
O maior quesito como princípio é relatar sempre a verdade.
Aspar após dois pontos somente algo realmente importante.
Finalizar os contextos dessa vida de correria com maestria é o nosso vício.
O novo jornalismo é feito por poetas dos fatos – Fatos, alimento nosso de cada dia!
Produtor, Editor, Diretor, Redator
Perseguidor, Informante, Fontes, Investigador
Assessor, Escritor, Operador de mesa, Radialista
Fotógrafo, Câmera man, Apresentador ou Jornalista.
Não importa a posição em campo, o Furo de reportagem é o nosso diamante.
Os meios midiáticos é o nosso esporte mundial.
No ar, na terra, no mar somos insasiantes.
Verdadeiros amantes repletos de carga emocional.
Pré- produção, produção, entrevistas
Internet, jornais, televisão e revistas.
Microfones, papel e lápis, blocos,
Celulares, câmeras, púlpito e gravador.
Ser breve com a informação.
Ter conteúdo claro e explicativo a população.
Ser inovador!
Ter maior agilidade, não importa nossa idade.
Sufismo, Budismo, Catolicismo,
Negros, Brancos, Ricos, Pobres
Espiritismo, Espiritualismo, Política!
Os políticos são o antônimo do jornalismo
Jornalistas procuram as verdades, os políticos usam o sofismo.
Generalizar não é o nosso barato, o mergulho é mais profundo!
O jeitinho brasileiro virou coisa de ratos: “nossas idéias não correspondem aos fatos/ Brasil, quem é que paga pra gente ficar assim?” Porque o tempo, esse não para!
É possível relatar sem brigar?
É possível extinguir toda forma de intolerância?
É preciso morrer para se obter?
É preciso lutar! Mas não com fardas tatuadas pela violência.
“Autoridades incompetentes acham que somos fantoches”
O poder cria monstros.
O jornalismo delata as monstruosidades advindas da ganância.
A carga emocional eriça os pelos da barba rala que não tive tempo de fazer.
“Esse é o nosso mundo O que é demais nunca é o bastante E a primeira vez É sempre a última chance Ninguém vê onde chegamos Os assassinos estão livres Nós não estamos”... “Ninguém consegue perceber”...
- Perceber que repórter que é repórter tem o trabalho intrínseco na alma!
Alma inundada de poesia literária, contada, apurada, redigida em pequenas linhas –
técnicas da escrita jornalística – e verdadeiramente repleta de histórias para serem transcritas.
“Quando me vi tendo de viver comigo apenas e com o mundo...” descobri que não importa o cenário!
Faça chuva ou faça sol, eu preciso dessa adrenalina que vem como um sonho bom e liberta a carga emocional natural dos amantes da profissão.
Nós, os jornalistas!
Marcelo Zaly
07/02/2013
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